Garça Real (Ardea cinerea)

A Garça Real ou Garça Cinzenta é bastante comum em Portugal Continental, pescadora de excelência pode ser observada em áreas de baixa profundidade em albufeiras, pequenas charcas, riachos, rios e estúarios.

Facilmente identificável, quer pelo seu porte de quer pelas suas características, cor cinzenta, de pescoço longo, os adultos possuem uma faixa mais escura por cima dos olhos que se porlonga para a cabeça. Com quase um metro de altura e uma envergadura de quase 1,9m è das aves de grande porte uma das mais magestosas.

Alimenta-se principalmente de peixes movendo-se subtilmente na água ou nas margens procurando peixes, quando os encontra aguarda pelo momento certo desferindo um golpe quase sempre implacável , é também frequente alimentar-se de anfíbios, répteis, moluscos, insectos e pequenos roedores, como se diz na minha terra, tudo o que vem à rede é peixe.

Curiosamente nesta sessão observei um comportamente um pouco fora do vulgar para este tipo de ave, verifiquei que a Garça Real fazia voos razantes à água e quando encontrava um cardume de alburnos (Leuciscos Alburnoides)  ”lançava-se” apressadamente numa correria sobre a água tentando atordoar os peixes com pancadas desferidas pelas patas, os alburnos nadavam desajeitadamente à superfície da água, sendo um alvo fácil para a implacável Garça Real.

Segundo um amigo entendido, o Luís Venâncio da SPEA,  ”este comportamento não era habitual, mas com a introdução dos alburnos, que andam à superfície em números elevadíssimos, várias espécies se aperceberam deste manancial e adoptaram esta técnica… há alturas do ano em que é possível observar dezenas de aves a pescar em simultâneo desta maneira, sobretudo em certos sítios e com condições especialmente favoráveis (nomeadamente vento moderado soprando da direcção adequada). As cegonhas-brancas não se atiram à água como as garças, mas conseguem ser tão eficazes como as primeiras, molhando apenas as patas.”

Nesta sessão utilizei uma Canon EOS 7D e a Canon EF 600mm f/4 L IS USM. É importante para a realização deste tipo de fotografia a utilização de focagem contínua, AIServo na Canon ou “Foco Continuo” na Nikon para não perder nenhum momento importante, neste caso por opção e para manter o fundo o mais desfocado possível utilizei a maior abertura possível na canon 600mm, ou seja f/4, com a utilização desta abertura em conjugação com um ISO de 500, consegui também velocidades altas para congelar o momento (1/4000).

 

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    2 Comments

    1. Posted June 21, 2011 at 15:54 by AlfonsoPaz | Permalink

      Belíssimas fotos. (as usual).
      Grato pela partilha.

    2. Posted June 21, 2011 at 17:06 by Tânia Araújo | Permalink

      Belíssima sequência! É uma ave muito bonita e é bom ficar a saber um pouco mais sobre ela.

    One Trackback

    1. [...] Poderão ler  o primeiro post sobre esta espécie clicando aqui. [...]

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